Exercite o seu Cérebro

Todos os sistemas e órgãos do corpo humano envelhecem devido às alterações que nos ocorrem diariamente. O cérebro também. A morte ou a perda dos neurônios causa uma diminuição no volume e peso cerebral.

Há a diminuição na concentração cerebral de neurotransmissores, como a serotonina e a acetilcolina, importantes para o desempenho do nosso humor, para as novas aprendizagens e para o desempenho do comportamento motor, respectivamente.

Quando ocorre o envelhecimento normal, ocorre também um aumento de alterações microscópicas no tecido cerebral, com a presença de emaranhados neurofibrilares e placas neurais senis.

As modificações no nosso cérebro, junto das mudanças que ocorrem no sistema sensorial (visão e audição), geram transformações nas principais funções mentais de indivíduos com 60 anos ou mais, alterações essas, voltadas para o desempe- nho de memória, da linguagem, das funções executivas e das habilidades visuoespaciais, mesmo na ausência de doenças neurológicas.

A diminuição da velocidade de processamento de informações tem suas funções afetadas, assim, pessoas idosas precisam de mais tempo para aprender novos dados, para lembrar-se de informações e realizar ações do dia-a-dia.

 Já com prática de exercícios de ginástica cerebral consegue-se melhorar muito o aspecto das alterações biológicas que ocorrem no cérebro, no processo de envelhecimento saudável. Elas possibilitam o nascimento de novos neurônios, a plasticidade cognitiva e o aumento da poupança cognitiva (a reserva cognitiva).

 Portanto, busque um estilo de vida novo e desafiador, que fortaleça o seu cérebro, melhorando o desempenho de suas habilidades mentais e mudanças na qualidade de vida, independente da idade que tenha. A ciência mesmo já comprovou os inúmeros benefícios protetores dos exercícios de ginástica cerebral, por isso pratique-os e tenha uma velhice ativa e com total autonomia.

 

Sua Memória

Você está em seu escritório e se dirige à sala do seu colega de trabalho.. chegando lá você não sabe mais o que foi fazer.. ondeVocê esquece com frequencia os nomes das pessoas e onde acabou de colocar certo objeto.. para e pensa.. não consegue lembrar do que acabou de pensar.. nem o que estava querendo escrever para não esquecer..

comoVocê não está sozinho, não! Existem muitas pessoas que têm este problema. Os problemas de memória muitas vezes estão associados ao excesso de informações no cérebro. Colocamos aqui uma lista deles e a melhor maneira para você evitar tê-los:mmSe você sente cansaço, está ganhando peso, com sintomas depressivos e memória falha, pode estar com hipotireoidismo. Este é um problema que ocorre lenta e silenciosamente no organismo, diminuindo os níveis de tiroxina T4, um hormônio que tem como função a produção de energia no corpo.  O baixo nível de T4 diminui o metabolismo, causando problemas cognitivos, inclusive perda de memória. A principal causa do hipotireoidismo está associada a doenças autoimunes e infecções virais. O uso excessivo de antibióticos também pode afetar a glândula tireoide e, consequentemente, na tiroxina.

memoSe você tem acima de 45 anos e tem tido “esquecimentos” com frequência, é hora de checar a pressão. Pessoas com pressão alta tendem a ter lapsos de memória, assim como problemas cognitivos, quando comparadas a pessoas com pressão regular. A pressão alta danifica as artérias e, quando isso acontece, o sangue não consegue correr com regularidade entre elas, causando problemas no cérebro, inclusive perda de memória. A melhor forma de evitar este problema é seguir uma dieta saudável, praticar exercícios físicos e prestar atenção ao excesso de peso.

lotar cerebroA função da vitamina B12 no organismo é semelhante ao ferro – fortalece as células vermelhas do sangue, diminui a sensação de cansaço e ativa a memória. Um recente estudo mostrou que a deficiência de vitamina B12 pode afetar as funções da memória. Esta vitamina protege uma substância chamada mielina, que envolve nossos nervos. Quando há deficiência de B12, essa camada de proteção não está forte o suficiente, danificando a mielina e, com isso, enfraquece os nervos, o que causa lapsos de memória.

vitA deficiência de vitamina B12 vem com o avanço da idade, pois o estômago produz menos ácido, o que dificulta a absorção da vitamina no organismo. Além disso, uma dieta irregular e doenças como anemia podem causar esse problema. A principal fonte de vitamina B12 está em peixes e carne vermelha.

idosPessoas que sofrem de enxaqueca correm o risco de ter, a partir dos 50 anos, um problema chamado Amnésia Global Transitória (AGT), que é um tipo de interrupção temporária da memória de curto prazo, como por exemplo esquecer o dia anterior ou até mesmo a própria identidade ou reconhecer outras pessoas. Isso pode ocorrer após imersão em água muito quente ou muito fria, forte estresse emocional ou até mesmo relações sexuais. Pode também ser genético. Por sorte, a AGT é pouco comum e reversível.

gravvMuitas mulheres durante a gravidez tem como sintoma a falta de memória. Um estudo conduzido por cientistas australianos comparou mulheres grávidas com não grávidas e comprovou este sintoma. A principal causa são as mudanças no corpo feminino causado pela gravidez, além de mudanças no estilo de vida e na dieta.

depreA baixa produção de serotonina e noradrenalina no cérebro, além de causar depressão, também podem afetar a memória, pois esses componentes atuam sistema memorial do cérebro. A melhor solução é fazer um tratamento para combater a doença, com sessões de psicoterapia ou o uso de medicamentos antidepressivos.

allcQuanto maior o consumo de álcool, menor é a capacidade do cérebro de armazenar memórias mais recentes. O álcool afeta o hipocampo, reduzindo suas funções, inclusive a produção de novas memórias, e por isso é comum ter esquecimentos enquanto a pessoa ingere bebidas alcoólicas. Já o consumo no longo prazo pode causar problemas ainda mais sérios, como, por exemplo, a Síndrome de Wernicke-Korsakoff, quando a pessoa perde completamente a capacidade de armazenar memórias recentes. Neste caso, é preciso abolir completamente o álcool e fazer um tratamento médico.

quimioUm estudo realizado pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que a quimioterapia afeta as células cerebrais, confirmado em mulheres que passavam por tratamento de câncer de mama. Porém, a memória volta ao normal após as sessões de quimioterapia, mas em alguns casos podem levar anos para que seja completamente recuperada. Uma alternativa é ingerir aspirina durante o tratamento, pois ajuda no fluxo de sangue para o cérebro, mas o ideal é sempre consultar o oncologista.

anestA anestesia é necessária para quem vai passar por procedimento cirúrgico. Após a cirurgia, pode ocorrer redução da memória e das funções cognitivas, podendo demorar alguns dias até voltar ao normal. Um estudo da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas acima de 60 anos tiveram perda de memória após uma cirurgia, e 12,7% dos pacientes tiveram problemas cognitivos que duraram até três meses.

O Cérebro e a Natureza

Você deve estar se perguntando: o que o cérebro tem a ver com a natureza, diretamente falando? Tem tudo a ver.. A natureza pode nos confortar nos momentos em que mais precisamos, colocando os nossos pensamentos em perspectiva e nos proporcionando uma sensação de paz. nat2
Então, quais são os efeitos da natureza em nosso cérebro?
nat3Passear um dia em um parque ou fazer uma caminhada pode fazer com que você se sinta incrivelmente energético, não só mentalmente, mas fisicamente também. Esta teoria foi demonstrada em um estudo conduzido pela Universidade de Rochester, que afirma que passar tempo ao ar livre não só torna você mais feliz, como também pode lhe dar mais energia. Então, da próxima vez você se sentir exausto, vá ao parque, em vez de tomar uma xícara de café.
cerb neuroniosUma caminhada pela natureza melhora a memória em até 20%. Um estudo realizado na Universidade de Michigan tentou provar isso dando a dois grupos de participantes uma tarefade 35 minutos, na qual eles deveriam repetir uma sequência de números aleatórios, mas na ordem inversa. Após este processo, eles foram para uma caminhada, um grupo em por um bosque e outro por uma estrada movimentada. Após a caminhada, cada grupo repetiu o teste de memória e os resultados mostraram que os participantes que caminharam pelo bosque melhoraram em quase 20%, enquanto que aqueles que andaram na rua barulhenta não apresentaram melhora alguma.
nat1Há uma prática japonesa que tem o nome de Shinrin-yoku, e significa banho de floresta. Um estudo com 798 pessoas que tentaram essa técnica descobriu que ela é especialmente útil para aqueles que sofrem de estresse agudo. Pesquisadores japoneses também descobriram que o banho de floresta pode reduzir a hostilidade e a depressão, além de melhorar o humor. Outro estudo descobriu que adultos que vivem em áreas com mais espaço verde apresentam níveis mais baixos de cortisol (o hormônio do estresse) e declaram que sentem menos estresse que os moradores de centros urbanos.
cerebroVerificou-se que as grandes cidades têm uma influência negativa sobre o cérebro. Um dos motivos para isso é o grande número de estímulos encontrados em áreas urbanas. Pense nisso: o tráfego, o comércio, os negócios, as multidões. Todas essas distrações podem afetar a área do cérebro que controla a sua atenção e foco. Mas há um antídoto para isso: a natureza. Um pequeno estudo de 1990 descobriu que uma mulher que vivia em Chicago, um grande centro urbano, apresentou uma significativa melhoria na sua capacidade de atenção após trabalhar em um local com vista para áreas verdes.

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De acordo com um estudo realizado em 2012, uma curta caminhada no parque pode fazer maravilhas pela sua saúde mental. Os passeios pela natureza ajudam a reduzir os sintomas da depressão e melhoram o humor, além de proporcionar o exercício físico – um importante fator no combate aos problemas de saúde mental.

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Sentir-se pensativo é um estado mental bastante familiar para a maioria de nós e, às vezes, não podemos deixar de pensar em todas as coisas ruins em nossas vidas. Um estudo com 38 adultos saudáveis, moradores de cidades, pediu que eles respondessem um questionário para determinar como viam os aspectos positivos e negativos de suas vidas e, em seguida, tivessem seu cérebro examinado. Após isso, eles foram convidados a andar por 90 minutos por um parque ou por uma rodovia movimenta. Quando foram novamente submetidos ao questionário e à análise do cérebro, descobriu-se que aqueles que tinham andado no meio da natureza já não tinham mais tantos pensamentos negativos sobre sua vida quanto tinham antes.

florApenas olhar para o verde da natureza já pode ajudá-lo a ter melhores idéias, e passar períodos mais longos ao ar livre pode ter um impacto significativo sobre o seu sentido criativo. Em um estudo em particular, os participantes foram levados por seis dias para viver na natureza e os pesquisadores descobriram que, após terem sido desconectados das redes multimídia e da tecnologia, eles aumentaram seu desempenho em tarefas de resolução de problemas e desenvolvimento criativo em 50%.

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Como funciona a neuróbica

A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável.

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Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. “Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?”, sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para “forçar” a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.

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Para o cérebro

The Bronx Aging Study, publicado no New England Journal of Medicine e liderado pelo Dr. Joe Verghese, um neurologista, acompanhou quase 500 pessoas por mais de 20 anos, observando o que elas realmente fazem em seu cotidiano e qual é a relação entre tais escolhas e a saúde do cérebro.

A pesquisa mostrou que as pessoas que participavam pelo menos quatro vezes por semana de atividades mentais estimulantes, como jogos interativos e dança, tinham uma probabilidade de 65 a 75% maior de permanecerem em boa forma do que aqueles que não realizavam essas atividades. exer cerebro2

O Dr. David Bennett, no Rush University Medical Center, chegou recentemente a uma conclusão parecida, depois de seguir mais de 2000 pessoas durante vários anos. Ao longo do tempo do estudo, 134 pessoas do grupo morreram. Nenhuma delas tinha sido diagnosticada com Alzheimer ou teve sequer um leve declínio cognitivo. exer cerebroMas 36% apresentavam no cérebro os emaranhados de fibras e as placas características de Alzheimer – apenas não tinham sintomas! Essas pessoas aparentemente tinham acumulado reservas cerebrais suficientes para não mostrar sinais clínicos da doença, o que significa que mantinham boas habilidades de pensar apesar do Alzheimer já instalado.

Exercícios mentais ajudam na memória

O sedentarismo é um dos maiores vilões do envelhecimento e do surgimento de doenças. Isso não vale só para o corpo. O cérebro também precisa de exercícios para ficar em forma e ajudar você a lembrar onde colocou as coisas, onde deixou o carro no estacionamento, manter o foco no trabalho, lembrar o nome do vizinho….

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Um programa de exercícios, baseado em estudos na Universidade Duke, na Califórnia, foi desenvolvido para que o cérebro faça tarefas rotineiras de um jeito inusitado.

Experimente, por exemplo, escovar os dentes com a mão não habitual; fazer um caminho novo para ir ao trabalho; escolhera roupa que irá vestir com os olhos fechados; identificar ingredientes de um prato sem ler o cardápio ou ainda folhear um livro de cabeça para baixo.

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Todos esses exercícios fazem com que o cérebro torne-se mais eficiente e aumenta a conexão entre os neurônios. A atividade, quando se torna fácil é porque não está mais fazendo efeito. Então é a hora de modificar os estímulos.

Para melhorar sua memória

Você sabia que comer frutas e vegetais todos os dias faz bem para sua memória?

Especialistas em saúde afirmam que este hábito saudável interfere na capacidade de memorização, principalmente na idade madura. Além de vegetais, algumas frutas também podem ajudar a clarear sua memória, tais como: morango, uva, tomate, kiwi, pêssego e maça;

Estudos comprovam que a uva, a maçã e o espinafre são capazes de melhorar a nossa capacidade de armazenagem de informações e reduzem os danos dos radicais livres no cérebro.

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Alimentos Neuroprotetores

Têm a função antioxidante. Estão presentes nas frutas cítricas, como a uva, o morango, a maçã, a amora e nas folhas verde escuro, como o espinafre. A vitamina E está presente nos óleos de amendoim, na soja, no milho, no girassol, nas nozes e no germe de trigo. O Betacaroteno, na cenoura, no mamão, na abóbora, na manga, no damasco e no pêssego. O zinco está na ostra, na carne, no iogurte e nos cereais. O selênio: nas aves, frutos do mar, grãos integrais, cebola e no alho. Ômega 3 é encontrado nos peixes de água fria e todos esses alimentos ajudam a proteger os neurônios.

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Alimentos produtores de novas células

A colina, substância derivada de um aminoácido, presente na gema do ovo, é responsável pela produção de novas células no cérebro. Uma gema contém cerca de 130mg de colina, enquanto que em 100g de Salmão há 56mg. Encontra-se a colina também na soja, no fígado, no germe de trigo, feijão e ervilhas.

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Estimulantes das conexões entre as células

Encontramos a fisetina no morango, no tomate, na uva, na cebola, no pêssego, na maçã e no kiwi. As vitaminas do complexo B também facilitam a conexão celular e pode achá-las nas carnes, peixes, aves, grãos integrais, nozes, sementes, soja, feijão, leite e derivados. Fósforo que também faz um bem enorme e está nos alimentos como o peixe, farelo, germe de trigo e sementes de girassol e abóbora.