O que fazer com o lixo orgânico?

Já sabemos que o lixo seco pode ser reutilizado, reciclado, além de reduzido seu consumo. Mas o lixo orgânico? O que podemos fazer com esse lixo que não dá para reutilizar? Simples ….

A compostagem de resíduos orgânicos é um processo de decomposição realizada por microrganismos onde ocorre a oxidação e oxigenação da matéria orgânica, podendo variar de uns poucos dias para várias semanas, de acordo com as condições ambientais.

Reciclando em casa: A compostagem doméstica é uma excelente colaboração que nós podemos fazer ao meio ambiente. Existe várias formas de montar uma composteira, e uma delas se adapta ao local que você tem disponível.

Para fazer uma composteira doméstica você vai precisar de:
1. Três recipientes, que podem ser caixas tipo container, caixas para arquivo, bacias ou baldes, de preferência em cor escura e que possam ser empilhadas sem o apoio das tampas, além de uma tampa.

2. Torneirinha de bebedouro com vedação;
3. Uma furadeira com broca de 4 ou 5 milímetros (ou outra técnica para fazer furos em plástico)
4. Minhocas para compostagem;
5. Folhas secas, grama cortada seca ou serragem;
6. Restos de alimentos (cascas, frutas e verduras).

  

1. Na caixa (3), bem embaixo adapte somente a torneira na parte bem de baixo para a saída do Chorume, se quiser. Deixe a caixa sem nada. Se não puder encaixar a caixa (2) em cima da caixa (3) sem a tampa, corte a parte central da tampa da caixa (3) e coloque uma telinha fina para filtrar o chorume e não cair as minhocas para dentro desta.

Na minha eu não adaptei a torneira. Sempre que vou retirar o adubo líquido, tiro as caixas de cima, retiro o produto da composteira e recoloco as caixas no lugar novamente.”

2. Coloque uma camada de uns 10 a 20 cm de terra na segunda caixa com as minhocas (dê preferência para as minhocas californianas, que são as minhocas vermelhas, as mais apropriadas para este trabalho, pois elas comem todos os compostos orgânicos colocados ali e não somente os apodrecidos como as minhocas comuns fazem.

3. Por cima desta terra com as minhocas vá colocando os resíduos orgânicos conforme vai utilizando-os no seu dia-a-dia, cobrindo sempre com as folhas secas, grama cortada ou serragem para que não fiquem aparente os resíduos, podendo dar cheiro e criar mosquinhas indesejáveis. Exemplos de produtos que podem servir para cobrir os resíduos orgânicos na sua composteira:

Resíduos que podem ser colocados na composteira:

4. Quando esta segunda caixa (de baixo para cima), estiver “lotada” de resíduos, coloque a terceira caixa em cima desta, com o fundo furado conforme a segunda. Deixe a caixa (2) no lugar por mais um mês para que a compostagem seja realizada pelas minhocas. Só depois deste tempo é que pode ser retirada para coletar o húmus produzido pelos anelídeos trabalhadores.

5. O húmus de minhoca é um adubo natural de excelente qualidade e que deve ser adicionado à terra para enriquecimento nutricional desta. Para plantio recomenda-se a utilização de uma parte de húmus para uma parte de terra vegetal, ou ainda a adição também de uma parte de areia à mistura para melhorar a infiltração da água. Em jardins pode ser colocado o húmus sobre a camada de terra, o que conserva a umidade do solo e fornece nutrientes a ele. Para a retirada do húmus, retire a caixa (2) do local e coloque a caixa (1) no lugar. Vá revirando a terra, com cuidado, com uma pá de jardinagem “raspando” por cima da terra, tendo o cuidado de não cortar as minhocas. Não se preocupe que elas vão indo para o fundo da terra aos poucos porque não gostam de movimentos. Então vá retirando o húmus até sobrar uma camada de uns 10 a 20cm, conforme o início do processo. Esta camada serve para que as minhocas possam ficar ali e recomeçarem tudo novamente. Provavelmente as minhocas migraram para a caixa de cima, pois isso é natural por causa dos resíduos “novos” que você está colocando na caixa (1) e por causa do “serviço acabado” na caixa (2).

Este processo é um ciclo natural que vai acontecendo conforme vai completando as caixas com os resíduos. Então, conforme vai retirando a terra adubada da composteira, vá completando ou recolocando a terra dos vasos da sua horta  ou diretamente no chão.

O Chorume Orgânico (Biofertilizante) é um liquido escuro e inodoro extremamente nutritivo e concentrado que se forma pela infiltração da água carregando consigo nutrientes provenientes da matéria orgânica. Ele pode ser utilizado de muitas maneiras para obtenção de vários benefícios como a adubação foliar e do solo, germinação de sementes, propagação vegetativa (estaquia) e como repelente natural para as plantas. Este chorume, coletado da caixa bem de baixo, não pode ser colocado na terra como sai da composteira. Deve ser diluído em água na proporção de 1 parte de chorume para 10 partes de água, ou seja, 10%. Este adubo é muito forte e pode prejudicar ou até queimar suas plantas. Nunca coloque diretamente na terra. Prefira o uso de um pulverizador ou coloque aos poucos nas plantas, sem exagero. Use no máximo uma vez por semana, ou conforme as plantas vão necessitando de “ajuda” para crescerem, ou apenas como um fortificante eventualmente, quando sentir necessidade.

Algumas considerações:

As minhocas são animais que regulam sua temperatura interna através do ambiente. Assim, quando o tempo está frio, elas ficam mais lentas e pouco produtivas. Já quando está quente, elas ficam mais ativas e produzem mais. Mas se o calor estiver excessivo, elas fogem. Por isso, o lugar da composteira precisa ser protegido de chuvas diretas, raios solares e ventos. Isso faz com que elas apresentem um melhor desempenho médio.

Com quantas minhocas eu começo?
Acima de dez unidades é o ideal. Normalmente inicia-se com aproximadamente cem unidades.Quanto mais melhor.

Quanto tempo demora para começar a produzir húmus?
O prazo varia de acordo com a quantidade de resíduos utilizada e o clima. No calor, o tempo médio é de 25-30 dias. Já no inverno chega a 45 dias.

Qual a taxa de reprodução das minhocas?
Num ambiente de umidade e temperatura ideais, a quantidade inicial de minhocas dobra a cada dois meses.

Preciso revirar os resíduos periodicamente?
Não. As próprias minhocas são responsáveis por isso.

Qual a função da torneira na composteira?
A torneirinha é fixada na caixa de baixo para facilitar a coleta do chorume. De outra forma seria preciso desmontar a composteira para fazer a coleta.

Posso usar esterco de bovinos, caprinos, suínos e galináceos?
Pode. Só tome cuidado com a quantidade.

Posso colocar fezes de animais domésticos?
Não é indicado. A compostagem é lenta e o chorume gerado precisa ser corretamente destinado para que não haja contaminações com organismos patogênicos.

Posso colocar restos de alimentos cozidos?
Pode, desde que em pequenas quantidades, como em sobras de refeições. Se colocar muito alimento cozido pode aumentar a quantidade de sal no minhocário, que vai prejudicar as minhocas.

A freqüencia para coleta do biofertilizante (chorume) é uma vez por semana.

Reciclagem e Aproveitamento do Lixo

O Brasil produz mais de 250 mil toneladas de lixo por dia. Destes, 53% é lixo orgânico, 25% são papel e papelão, 3% de plástico, 2% metais, 2% de vidro e cerca de 15% são outros tipos de lixos. Mais da metade desse lixo vai para aterros sanitários, onde levará muitos e muitos anos para se decompor na natureza, além do lixo orgânico servir de comida para ratos, insetos e apodrecer, causando mau cheiro e servindo de hospedeiro para os insetos colocarem ovos. Argh!!

     

Se calcularmos o valor do lixo que poderia ser reciclado mas é colocado fora, temos um valor em torno de 250 milhões de reais. Das garrafas pet utilizadas, somente 55% são reaproveitadas. 253 toneladas por ano, somando um valor de 310 milhões de reais. Das latas de alumínio que o Brasil produz, é reciclado cerca de 98%. São 14,7 bilhões de unidades por ano, resultando 198 mil toneladas, somando um valor de 382 milhões de reais.  Sabendo que o preço atual do alumínio é de 1930 reais por tonelada, estamos colocando fora um valor potencial de 8 milhões de reais.

Por mais complexa e sofisticada que seja uma sociedade, ela faz parte da natureza. É preciso rever os valores que estão norteando o nosso modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar. Qualquer iniciativa neste sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos complementares de redução, reutilização e reciclagem.

Então? O que podemos fazer para que essa realidade nada agradável continue?  R E C I C L A N D O . . . .

Para tentarmos resolver o problema do acúmulo desenfreado do lixo, a solução é simples, a redução, pois assim ele nem chega a surgir. Se cada vez que um problema surgir nos limitarmos a procurar medidas para resolvê-lo, então estaremos contribuindo para a perpetuação da situação. Isto por que se há como resolver o problema, inconscientemente às pessoas não irão reunir esforços suficientes para evitá-lo.

Outra forma simples de reduzir a quantidade de lixo é utilizar produtos fabricados de forma alternativa. Hoje, por exemplo, utilizam-se copos descartáveis em festas, escritórios ou mesmo em casa. É muito difícil o mesmo copo ser reutilizado, por ser justamente descartável. Deve-se preferir o uso de materiais mais duráveis, como o vidro ou a porcelana.

  Algumas atitudes de redução na fonte

•Utilizar recursos não descartáveis para anotações de recados. Por exemplo, substituir papéis por lousa ou quadro negro;

•Levar embalagens e recipientes de casa para fazer compras, evitando inúmeras sacolas plásticas no lixo. Procure levar carrinho, daqueles utilizados para ir à feira;

•Embalagens: ao comprar qualquer produto, não utilize várias embalagens (caixa + sacolinha + embrulho + sacolão + fitinha + etc). Não desperdice!

•Optar por produtos a granel e alimentos frescos, evitando embalagens desnecessárias;

•Verificar o uso excessivo de papel higiênico ou guardanapos;

•Substituir os guardanapos de papel pelos de pano;

•Preferência a certos produtos em relação a outros como: lâmpadas de baixo consumo (fluorescentes) que são oito vezes mais duráveis que as incandescentes; cartuchos de impressora recarregáveis; produtos de embalagens recicláveis; produtos de embalagens retornáveis;

•Planejar bem suas compras para não haver desperdício;

Reutilizar

O desperdício é uma forma irracional de utilizar os recursos e diversos produtos podem ser reutilizados antes de serem descartados, podendo ser usados na função original ou criando novas formas de utilização. Exemplificando: podemos utilizar os dois lados do papel, confeccionar blocos para rascunhos com papel escritos ou impressos em apenas um dos lados; reutilizar envelopes e clipes; reutilizar latas, sacos e embalagens plásticas para vasilhames, e até mesmo brinquedos; triturar restos de materiais e entulhos de construção para reutilizá-los em construções simples.

 

Reciclar

É o termo usado quando é refeito, por indústrias especializadas, o produto de origem industrial, artesanal e agrícola, que foi usado e descartado ao fim de seu ciclo de produção e utilização. A reciclagem vem sendo mais usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em função do racionamento de matérias-primas. É importante que as empresas se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente materiais potencialmente recicláveis. Cerca de 50% de todo material descartado como lixo pode ser recuperado como matéria-prima, sendo reutilizado na fabricação de um novo produto.

Quando pensamos na questão do lixo, o mais difícil de equacionar, e o que vai demandar maior pesquisa, é a destinação. Afinal de que adianta separar se não conhecemos o processo como um todo? Para onde vai o nosso lixo depois que o lixeiro passa? O que fazer com o lixo separado? O que eu posso fazer? Essas são as perguntas que precedem qualquer iniciativa relativa ao lixo. Elas devem ser o fio condutor de uma proposta de logística. Afinal, se queremos participar devemos conhecer a fundo todo o processo.

 

Geobiologia: A saúde da Casa

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Toda casa, ambiente ou lugar pode ser considerado um ser vivo. Pode ser saudável ou enfermo, dependendo  das condições de anatomia e fisiologia específicas que possuir. Quando em bom estado de funcionamento, é capaz de gerar, acondicionar e nutrir vida em seu interior, caso contrário, pode causar, induzir ou acelerar os processos de degeneração e distúrbios nos seres que nele habitam.
A ciência que estuda a saúde e a vitalidade dos ambientes, além de sua relação com a salubridade dos seres vivos neles inseridos, é conhecida por Geobiologia.
A Geobiologia, também conhecida como Medicina do Habitat, engloba várias artes milenares e muitos conhecimentos atuais respeitando à utilização harmônica de edificações e lugares. casa9Há quase um século, serve como elo entre o mundo antigo, com sua forma de ver e, principalmente, de perceber o mundo e a ordem de pensamento que reina na atualidade, na qual tudo o que existe só é considerado depois de medido, pesado, quantificado e qualificado.
Vários países da Europa, notadamente a Alemanha, a França e a Espanha, aceitam a Geobiologia como uma ciência. Grande parte das teorias foram comprovadas cientificamente em experiências reproduzíveis em laboratório, sendo inclusive ensinadas em universidades e cursos de pós-graduação para arquitetos. Na América, porém, seu conhecimento é ainda precário e apenas começa a ser difundido de forma mais ordenada.
Tudo interessante, mas, na realidade, não havia nada de novo em todo este frenesi que se deu no século passado. As correntes telúricas e suas linhas de força eram conhecimento comum dos Druidas da antiguidade, e mesmo dos radiestesistas e Zahorís de nosso tempo. O conhecimento das formas foi mais do que utilizado pelos mestres-de-obra da Idade Média, dos períodos gótico e românico de construções.
casa4A escolha do melhor lugar para se viver ou descansar era uma técnica bastante apurada dos antigos romanos, que elegiam o local de suas cidades após um ano de observação do estado de saúde dos animais que ali pastavam. Povos nômades também esperavam seus animais buscarem um local de descanso adequado para, então, erigir suas tendas e gozar de um merecido repouso, em preparação para as duras caminhadas do dia seguinte. Os chineses, com toda a sua sofisticação e observação criteriosa da natureza, desenvolveram, durante milênios, uma arte refinada de equilibrar as energias do lar, conhecida como Feng Shui. Os indianos possuem também sua maneira de otimizar os fluxos ambientais, através do Vaastu Shastra.
Na Bíblia, temos o relato de Moisés, que crava o seu cajado no solo e faz brotar água.
As crônicas de Bagdá do século XI trazem informes sobre seis hospitais, um deles chamado Bimaristan, ou “lugar de enfermos”, construído por volta do ano 982.
Há uma lenda sobre sua fundação, na qual o protagonista é Al-Razi (Rhazes), que nos explica como este médico, consultado sobre o melhor lugar da cidade onde situar o edifício, colocou quatro pedaços de carne em quatro pontos da cidade, afastados entre si. A localização escolhida foi onde o pedaço de carne levou mais tempo para se deteriorar.
Felipe II da Espanha, como muitos dos grandes monarcas, contava com uma equipe de sábios qualificados, que colaborou durante toda a construção de São Lourenço do Escorial, cuidando com sumo esmero da seleção do local, do projeto e da distribuição de todo o edifício.
Nos dias atuais, casa5a Geobiologia passa a se interessar por outras formas de contaminação da saúde humana, como radiações cósmicas e gases emanados do solo. Como não poderia deixar de ser, ela começa a se preocupar com o efeito colateral da explosão tecnológica que vivemos nos últimos anos e que hoje é seu maior campo de pesquisa. Um de seus objetivos é, portanto, investigar quais são os custos, além dos monetários, que estamos pagando – com nossa saúde – pelo “conforto” advindo dos novos aparelhos e usos da eletricidade e das radiações de microondas, bem como dos materiais de construção modernos.
A Arte Zahorí é uma das linhas de estudo da Geobiologia que considera todos estes aspectos já descritos e, sem deixar de lado o emprego de instrumentos, insiste no desenvolvimento da percepção do indivíduo, como ferramenta de investigação geobiológica e como diretriz para a própria responsabilidade e método para evolução pessoal.
casa6Em princípio, a Arte Zahorí não considera que redes geobiológicas, águas, falhas, Chaminés, Pontos-Estrela e outras alterações naturais sejam fatores nocivos. Se estão na natureza, são parte da Ordem Natural e, portanto, podemos interagir com eles para harmonizar um lugar ou nós mesmos, como normalmente se fez ao longo da história.
Apenas quando o abuso e a irresponsabilidade, tanto por ignorância como deliberada, alteram estas estruturas naturais – por exemplo, ao se construir um edifício sem levar em conta tais variáveis – pode se considerar que estes elementos sejam patológicos. Nós mesmos provocamos ou buscamos a alteração e, por conseguinte, a enfermidade. Somos nós, em última instância, que colhemos os frutos da nossa própria semeadura.
É bastante conhecido o fato de que os romanos, ao eleger um local para a construção de uma cidade, faziam pastar ovelhas por um período de um ano. Elas eram então sacrificadas e seus órgãos internos, principalmente o fígado, eram analisados cuidadosamente. Caso apresentassem um grande número de doenças, deformações ou más formações, o lugar era abandonado e buscava-se um novo.
Os Tuaregues, povo nômade da África, observam onde seus animais descansam após um dia duro de caminhada e montam ali suas barracas. Existem relatos de que os nativos norte-americanos procediam da mesma forma, observando seus animais para a escolha do melhor sítio para suas tendas. No interior brasileiro, observa-se que os currais são construídos nos lugares exatos onde o gado naturalmente se reúne para dormir, e é conhecido de todos o fato de cães buscarem “bons” lugares e gatos preferirem os “maus”.
É claro que bom e mau é relativo, casa2dependendo  do lado pelo qual se observa a questão. No entanto, se nos limitarmos somente à observação dos acontecimentos, poderemos utilizar aquela informação de uma maneira sempre proveitosa, escolhendo o lugar do cachorro para dormir e o do gato para cavar um poço – já que normalmente se situam sobre um cruzamento de águas, embora esta não seja uma regra.
Convém dizer também que animais domesticados podem suprimir seus instintos em troca de conforto, carinho e companhia de seus donos. Portanto, a análise não deve se ater apenas ao comportamento desses animais.
A presença exacerbada de muitos insetos que vivem em sociedades organizadas, como cupins, formigas e abelhas, pode indicar uma zona que, além de geobiologicamente apresentar muitas falhas e águas subterrâneas, com cruzamentos de rede bastante ativos, possui um terreno com desequilíbrio ambiental, onde houve desmatamento inapropriado e a vitalidade terrestre natural deixou de existir. Antigamente, na Europa central, era prática comum transladar um formigueiro para o local onde se intencionava construir, e as obras somente começavam depois que as formigas, por vontade própria, mudavam-se dali. Caso ficassem, o lugar era considerado insalubre e, então, desistia-se da construção naquele ponto. Estas zonas, portanto, são delicadas, e uma análise cuidadosa antes de construir é fundamental para prevenir sérios prejuízos aos futuros moradores.
Já um local que possua muitos ninhos de pássaros pode estar isento de complicações, pois estes, quando livres, não costumam construir seus lares em locais patógenos.
Existem outros experimentos para certificar se uma zona é realmente boa para construção. Um deles, muito simples, casa1consiste em colocar um prato com uma solução saturada de sal sobre o local investigado e esperar que haja a evaporação da água. Se os cristais se solidificam de maneira homogênea é um forte indício de que a área esteja livre de problemas. Caso a cristalização seja irregular, com alguns cristais grandes e outros pequenos, com formatos diferentes entre si, pode ser que a área esteja densamente povoada de influências geobiológicas. Ao fazer este experimento ao ar livre, deve-se lembrar de proteger o prato de ventos e chuvas, com uma caixa de madeira ou papelão.
Encontramos uma posição cômoda, sentados ou de pé, com a coluna reta, e respiramos tranquilamente. Relaxamos braços e ombros.
Depois de três respirações lentas, agitamos as mãos por cerca de meio minuto. Em seguida esticamos os braços para frente, com os dedos das mãos para cima e o pulso dobrado a 90º (como se estivéssemos empurrando uma parede) enquanto expiramos.
Relaxamos a tensão e recolhemos os braços quando inspiramos.
Repetimos este processo por três vezes.
Em seguida, relaxamos as mãos juntando-as lentamente, com as palmas voltadas uma para as outra, até uma distância próxima a 5 centímetros.
Buscamos colocar nossa atenção no espaço entre as palmas das mãos, explorando nossas sensações, que normalmente podem ser:
 Ligeira resistência no ar.
 Sensação suave.
 Formigamento tênue.
 Variação de calor.
Ao agitar as mãos aumenta-se o fluxo sanguíneo e se acumula energia (o Chi dos taoístas, Prana para os hindus), aumentando a sensibilidade.
No caso de não sentirmos nada, repetimos o exercício mais uma vez.
Muitas vezes este processo se refere mais a estar relaxado do que de ter muita sensibilidade, e também a deixar que tudo aconteça de uma maneira simples. Nossa natureza é sentir, ou seja, o melhor é relaxar e aproveitar, explorando as sensações sem se preocupar com qualquer objetivo.
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Fonte: http://www.madeinforest.com

Feng Shui em Casa

Prosperidade é uma das energias que as pessoas mais buscam na vida. Todos desejam ter prosperidade. Na técnica feng shui, a energia de prosperidade é muito importante numa casa, apartamento ou empresa. feng0Sem medo de errar, afirmo: as pessoas sempre buscam ativar ou a energizar os pontos de prosperidade na casa e vida. O que é prosperidade? Prosperidade pode ser:

– boa saúde;
– harmonia na família;
– bons amigos;
– um grande amor;
– uma boa casa;
– dinheiro no bolso.

feng3A prosperidade entra pela porta! Se for pela porta que nós entramos e saímos de nossa casa, é também por ela que prosperidade e riqueza também entram. Para ter certeza que ela entrará totalmente em nossos ambientes, devemos tomar alguns cuidados:

Identifique bem sua casa. feng1Uma numeração bem visível se faz necessário para que as oportunidades batam à sua porta.  A porta de entrada deve abrir com facilidade e totalmente. Nada de portas que emperram ao abrir ou com móveis atrás dela, que impede a abertura total.

Para atrair boas energias e aumentar a entrada de oportunidades, feng5coloque um sino de vento de metal na porta. Assim, ao abrir a porta, o sino tocará e irá atrair riqueza.

Para afastar as má energias, não se esqueça de colocar um Ba-gua na porta de entrada.

Água é sinônimo de abundância. Segundo o Feng Shui, toda a casa deveria ter um rio calmo e sereno passando bem em frente à sua porta. Este rio irá trazer para a casa e seus moradores saúde, feng4prosperidade, abundância e alimentos. Todos sabem que a probabilidade de se ter uma casa em frente a um rio é muito pequena. Mas podemos colocar objetos e quadros que simbolizem água para atrair prosperidade.

Você pode colocar próximo à porta de entrada, tanto do lado de dentro, como de fora da casa, uma fonte de água ligada, um aquário com peixes, uma gravura ou quadro com um rio, mar, barcfeng9os, foto de um local que tenha cachoeira ou motivos naúticos, ou seja, tudo que lembre água.

O Fogo da riqueza. Para chegar ao ouro puro, é necessário derreter o minério no fogo. Para ter o alimento que nos dá combustível, é necessário preparar no fogo. Em nossas casas, o fogão é o local que prepara os alimentos com o elemento fogo. Por este motivo é que o fogão é considerado cofre da casa. Para manter o fogão sempre próspero, alguns cuidados devem ser tomados:

– Mantenha o fogão sempre limpo e impecável;
– Todas as bocas e forno, devem funcionar perfeitamente;
– Nada de lixeira perto dele. É anti-próspero;
– Procure sempre usar todas as bocas.

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Lixo e entulho = jogue no lixo
Cuidado para não ficar guardando ou acumulando pela casa objetos, papéis, roupas, utensílios, aparelhos e lembranças, que não têm mais utilidade ou uso. Aparelhos e objetos quebrados, os “entulhos”, são energias estagnadas que atrapalham a prosperidade da casa e seus moradores. Esta situação a gente vê muito no quarto da bagunça. Limpe e organize imediatamente sua casa. Doe o que for aproveitável. Jogue no lixo o que não tem mais serventia. Entulho e lixo nos ambientes é anti-próspero. Não se esqueça de colocar o lixo para fora de casa.

Verde na casa toda. Flores e plantas em nossa casa sempre irão trazer boas energias e vitalidade. feng7Para atrair prosperidade, coloque bastantes flores amarelas ou vermelhas pela casa. Girassóis também são muito usados para atrair riqueza.

A mesa de jantar. Um dos locais da casa que as pessoas mais se reúnem é a mesa de jantar. É neste local que as pessoas fazem suas refeições. É por este motivo que o Feng Shui considera este local também de prosperidade. Coloque sobre a mesa de jantar um belo arranjo de flores vermelhas ou uma fruteira cheia de frutas. Para dobrar a riqueza neste ambiente coloque na parede um espelho para refletir a mesa de jantar e dobrar a prosperidade.

Cuidado com os vazamentos. Lembre-se que água é prosperidade. Canos vazando são prosperidade indo embora. Arrume imediatamente os vazamentos.

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Um jardim Vertical

Pouco espaço em casa? Gostaria de ter um jardim, mesmo assim? Você pode ter um jardim vertical.  Boa ideia, não é?  jvertical 2Veja como é fácil. Você vai precisar de um pouco de sol, regas diárias e adubação mensal. Assim, qualquer horta crescerá muito bonita e saudável. Uma maneira bem simples de se fazer um jardim vertical é colocando jardineiras suspensas com fios de aço presos nas laterais da parede. Os vasos podem ser também de fibra de côco, material ecológico e econômico.

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A manutenção é bem simples: regue com freqüência, caso o jardim fique em alguma área coberta. Retire as folhas secas e adube a terra a cada seis meses. As plantas, expostas ao tempo, florescem naturalmente e enfeitam o lugar. Nesta varanda, as plantas e flores ganham um quadro especial, com moldura de peroba do campo em fundo de madeira tratada e pintada na cor de sua preferência. A própria folhagem esconde os vasos presos com ganchos na parede.

horta vertical 2

Um jeito mais simples de ter um jardim vertical sem precisar furar a parede ou prender os vasos em fios pendurados, é a utilização de um estrado de madeira, também chamado de palets. modelo jvertPendure os vasos ou amarre-os na madeira, intercalando-os ou mesmo um ao lado do outro, não se esquecendo de deixar espaço para que as plantas cresçam bonitas sem serem amassadas. A vantagem é que as plantas podem ser substituídas com facilidade.

Mais uma ideia muito criativa é utilizar tubos de PVC, daqueles usados em encanamentos hidráulicos na construção civil. Eles são fáceis de manusear, cortar, pintar e furar, podendo ficar muito interessantes pendurados em uma varanda ou área aberta.

j vert 3   Veja alguns modelos…horta vertical 3

Veja outras sugestões para o seu jardim vertical. Agora que já tem as ideias, mãos à obra. Sucesso em seu jardim vertical!

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garrafas jardim

garrafa jardim

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